Um produto de dados maduro tentando atravessar a fronteira entre engenharia e diretoria.
A Northwind Analytics é uma plataforma de Business Intelligence voltada a operações de média e grande complexidade, com forte ênfase em processamento de dados em tempo real e modelagem analítica avançada. O produto era robusto e amplamente respeitado por times técnicos, mas pouco compreendido por quem efetivamente aprovava a compra.
O objetivo do time era acelerar a aquisição B2B, encurtar o ciclo de venda enterprise e ganhar autoridade em um mercado onde a decisão é tomada por executivos que avaliam dezenas de soluções concorrentes em poucos minutos. Para isso, era preciso traduzir a profundidade técnica do produto em uma narrativa de negócio que se sustentasse sozinha.
Tecnologia respeitada, mensagem confusa e um funil enterprise lento demais.
Quando começamos a conversa, a Northwind tinha um problema típico de produto técnico maduro: quem entendia, comprava; quem não entendia, sequer marcava a próxima reunião. O site falava a linguagem de quem já estava dentro do mercado de dados, e isso afastava exatamente o perfil de decisor que o time comercial precisava alcançar para crescer no enterprise.
O ciclo de venda também sofria. Os SDRs gastavam tempo demais educando o lead sobre o que o produto era antes de conseguir falar sobre valor, e as reuniões iniciais quase sempre exigiam um especialista técnico para destravar a conversa. Esse atrito limitava a capacidade do time de escalar o pipeline sem aumentar proporcionalmente o headcount.
Por fim, a identidade visual e a presença digital não correspondiam ao porte das empresas que a Northwind queria atender. Em comparação direta com concorrentes globais, a marca parecia menor do que era — e em um mercado em que percepção de solidez é parte da decisão de compra, isso custava negócios mesmo quando a tecnologia estava à frente.
Reposicionar antes de redesenhar: encontrar a história que vende para quem decide.
Antes de tocar em qualquer pixel, dedicamos um sprint inteiro a entender o produto por dentro e por fora. Entrevistamos fundadores, líderes de engenharia, comercial e clientes ativos para construir um mapa claro de como a Northwind era percebida em cada estágio do funil — e onde, exatamente, a percepção divergia da realidade do produto.
Com esse material em mãos, redesenhamos o posicionamento. Saímos de uma narrativa centrada em capacidades técnicas e migramos para uma narrativa centrada em decisão de negócio: o que o executivo ganha em controle, previsibilidade e velocidade quando coloca a Northwind dentro da operação. A profundidade técnica continuou existindo, mas passou a ser prova, não argumento principal.
A partir dessa nova narrativa, definimos uma arquitetura de mensagem que se desdobraria em identidade, landing de aquisição e materiais comerciais. Tudo passou a obedecer a uma mesma hierarquia: tese forte primeiro, demonstração depois, prova social ao final. Isso reduziu o ruído entre marketing e vendas e deu ao time uma base de comunicação consistente.
Identidade premium, landing de aquisição enterprise e uma narrativa coesa do topo à demo.
Construímos uma identidade visual à altura do mercado que a Northwind passou a disputar. Tipografia mais sóbria, sistema de cores reduzido e disciplinado, uso intencional de espaço em branco e uma linguagem visual que comunica solidez e maturidade no primeiro olhar — exatamente o sinal que um decisor enterprise busca antes de aceitar uma reunião.
A landing de aquisição foi redesenhada do zero, organizada em torno da nova tese. Cada seção responde a uma objeção real levantada nas entrevistas com clientes: por que agora, por que não construir internamente, por que confiar nessa equipe. Inserimos provas de capacidade técnica em formato consumível por executivo, com cases, números e demonstrações guiadas.
Em paralelo, padronizamos os materiais comerciais e a presença em canais de aquisição B2B, garantindo que o lead encontrasse a mesma narrativa do primeiro toque até a proposta. Esse alinhamento, simples na superfície, foi o que destravou velocidade no funil e tirou da operação comercial o peso de explicar o produto a cada nova conversa.
Funil enterprise mais curto, engajamento 3x maior e MRR consolidado em poucos meses.
A nova narrativa e a nova presença começaram a produzir efeito logo nas primeiras semanas. O engajamento na landing de aquisição cresceu +230%, com aumento expressivo do tempo médio em página e da taxa de agendamento de reuniões qualificadas. O time comercial passou a entrar nas conversas já com a tese aceita, encurtando rodadas de explicação técnica.
Em quatro meses, a Northwind consolidou um MRR sólido sustentado por contratos de maior porte, com ciclo de venda mais curto e previsível. Mais do que números, a empresa passou a ser tratada por seus prospects como referência de mercado — exatamente o salto de percepção que motivou o projeto desde o primeiro dia.
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